MOVIMENTO IGREJA SEM POLÍTICA

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PRINCIPAIS PAUTAS

Logo with Statue of Liberty and text about church without politics movement.

1) Toda autoridade emana de Cristo e é exercida em seu nome e sua obra.

A autoridade suprema pertence exclusivamente a Deus como Criador e

Redentor, e a revelação divina é chave desta autoridade. A convicção básica

disso “Deus é sua própria autoridade e autoridade final” é legitima quando Deus

tem o direito imutável de exercer autoridade sobre o homem. O aspecto a priori

no homem, é a capacidade de compartilhar a autoridade divina seja na esfera da

fé, da moral e do ministério.


A verdade divina, existe independentemente de nós, e á parte de nós (ao homem

basta contemplar e aceitar somente pela fé). Deus tem o seu próprio princípio,

método e sistema, e a perda de um destes domínios configura incapacidade de

poder e sabedoria para Ele.


A legitimidade da autoridade divina na revelação se mantém no início e primeira

forma de todas as coisas. O que é de Deus só é possível ser conhecido por nós,

se o próprio Deus se manifestar. Deus é aquilo que se revela Ser no fato, de

forma livre, autoconsciente e genuína. Essa revelação pessoal assume o objeto

da autoridade do homem, e não o objeto da contemplação, prescrevendo aquilo

que a raça deve crer como conteúdo de fé.


Dizer que Deus é a autoridade suprema, exige que sua autoridade domine os

aspectos instrumentais do pensamento teológico deste trabalho:


• O princípio do Ser

• A origem da existência do Saber

• A fonte essencial, eficiente e instrumental

• O fundamento processual e cognitivo


A tarefa da dogmática é precisamente reproduzir racionalmente este conteúdo

de revelação, que proporcionou a existência do saber, a causa material, formal,

eficiente e final do pensamento teológico. Nenhum conhecimento de Deus é

possível, exeto aquele que procede de Deus e por Deus (Mt 11.27 – 1 Co 2.10).


Aquilo que precisamos entender sobre Deus, só pode ser ensinado pelo próprio

Deus, por isso não pode ser conhecido exceto pelo seu próprio autor. Deus tem o direito e a capacidade de dizer quem ele é e como ele quer ser servido.


Pela influência da Filosofia, esta parte genuína do material dogmático tornou-se empobrecida, se convertendo a superficialidade. Assumiu-se a convicção de que a razão humana, até mesmo sem a fé, poderia reproduzir todas as verdades da teologia para a igreja. A Escolática infelizmente emancipou a razão humana frente a fé, julgando ter uma chave de conhecimento superior à autoridade divina encarnada. Com este resultado, o conteúdo sagrado foi sacrificado em favor da forma, a realidade em favor da idéia, e a capacidade em favor da vontade.


Os pensamentos de Deus caminham de acordo como ele mesmo as reproduziu, e objetivamente estão contidos dentro de uma unidade perpétua e sem contradições. É completamente verdadeiro que este trabalho teológico defina:


• PRODUÇÃO - a fonte e o órgão do conteúdo da fé não pode ser o intelecto humano e a razão. Cabe somente o próprio Deus produzir o anúncio referente a fé, e ao homem falar corretamente isso. Aquilo que procede de Deus e é por Ele, implica ser a causa primária e final de tudo no pensamento teológico. (Mt 11.27;Jo 1. 12-13; 3.16-21; 6.57; 17.17; 5.24; 15.22; 7.28-29; 17.1-5; 2 Tm 3.16-17; 2 Pe 1.21; Col 3.16; Rm 1.18-32)


• INTERPRETAÇÃO - o objeto da autoridade legítima do conteúdo de fé repudia qualquer pressuposto, hipótese ou fenomeno patológico. A exemplo o intelectualismo, sentimentalismo místico, moralismo e religiosidade. O ponto de partida é que Deus seja o fundamento essencial verdadeiro disso, e ao homem só cabe a contemplação ou aceitação - a palavra final sempre recai numa vontade mais que humana. Aquilo que precisamos entender sobre Deus só pode ser ensinado pelo próprio Deus, por isso não nada deve ser conhecido exeto pelo próprio autor. Deus dá origem ao anúncio da fé, e somente por ele pode ser discernido. (Jo 7.16-17;8. 28, 31,32; 13.35; 15.8; 15.22-24; 1 Co 2.17-13; Jo 16.7-15;1 Co 13.12; Luc 6.46)


• INSPIRAÇÃO - não pode existir distinção entre a auto revelação de Deus e o modo de expressão. Embora o homem articule na forma de sua representação conceitos que possuem conteúdos de sua existência, por mais importantes que sejam seus valores históricos, a religião, o crer, a ciência e o conhecimento não pode execer seu próprio campo de interesse. O elemento essencial e original da natureza expressiva da fé se encontra personificado na revelação divina, o que se tornou uma vez por todas o tribunal de apelação, a norma absoluta pela qual o homem deve se guiar, e a palavra segura e fato supremo nos quais sua confiança religiosa deve se apoiar. A medida disso está no caráter instrumental das atividades do Cristo, como causa material, formal, eficiente e final. (Jo 3. 31-36; 15.1-10;17.3; 6.53-70;Mt 3.36; Rm 5.10;14.14;2 Co 3.14;Fil 4.13;3.8-9;2 Co 5.17; Rm 8.01; 2 Co 5.19; Ef 1. 3-11).


A autoridade teológica existe independentemente de quem se aproprie dela. A autoridade deve ser reconhecida e recebida em Cristo, e ao homem, a igreja, só cabe experimenta-la. A autoridade da igreja, e dos credos está apoiada em Cristo e sua Palavra. A igreja é uma comunidade que se apropria da autoridade de Cristo dentro de uma experiência mediada pela Palavra. A experiência individual do crente, a experiência ministerial da igreja e a experiência formalizada dos credos, não são autoridades de alguém, ou característicos de uma convenção tradicional. Toda igreja possue uma autoridade delegada, o qual só é real ser for medida na plenitude da revelação de Deus por Jesus Cristo, como sua autenticação só é possível pelo Evangelho da sua carne, obra, testemunho e pessoa. Este padrão não permite ser julgado por homens (Mt 7.13-14), e quem utilizar qualquer caminho alternativo para o pensamento teológico, considere mercenário (Jo 10).


(Mt 7.24 - 29;Mc 1.22;Lc 20.2;Mt 11.27; 5.32; 9.6-8;28.18;Jo 5.19-27;1 Co15.54;Ef 1.21;Cl 2.10; 1 Pe 3.22; Ef 2.20-22; 1 Co 3.11; 2 Tm 2.19; 1 Pe 2.6; Mt 21.42; At 4.11)

2) Cristo provê a unidade instrumental do padrão ministerial do serviço cristão da qual todos precis

O padrão do ministério cristão é provido pela vida de Jesus Cristo, o qual veio em primeira instância firmar o propósito que descreve o exercício ministerial dos apóstolos. 


O reconhecimento da autoridade instrumental do ministério padrão, tanto pessoal como oficial, é delegada por Deus para que sejam contempladas dentro de um ato supra-humano. O Cristo assume messiânicamente esta autoridade mais-que-humana dentro da esfera do conhecimento supremo de Deus para declarar evangelho pela sua carne, como também fundamento ministerial. Um Deus-homem que faz a vontade de seu Pai para estabelecer o caráter final do ensino na dupla capacidade de: 


• O servo humano onde se concentram os ofícios  salvadores de profeta, pastor, sacerdote e rei 

• O Filho divino, juntamente Criador e compartilhador de todas as obras do Pai (Jo 5.19) 


Na qualidade de Filho de Deus sua autoridade é real por que Ele é o próprio Deus. A unidade instrumental de sua atividade humana assume autoridade para julgar, como exigir ser honrado como próprio Deus (pois  julgamento de Deus é a sua obra humana). O seu ministério terreno se manifestou de diversar maneiras, tais como o caráter final e independente de seu ensino (Mt 7.28), para registrar a ordenação do ministério cristão dentro da comunhão de seu corpo. Cristo elevou cada grau e padrão de serviço para uma esfera tão alta, que sua ministração se tornou o alvo primário de todas as ações cristãs, o que deve ser aplicado em todas as igrejas.  


Este ministério descreve toda ampla variação de atividades messiânicas possiveis que devem ser incorporadas pela igreja: pregação, ensino, vários tipos de milagres, perdão de pecados, instituição de sacramentos, etc. Ele se estende ainda mais para incluir o seu amor, sua morte, sua ressurreição e por vir. Longe de ser uma inovação ou desfiguração, a cruz institui todas as formas de ministério, e a compreensão da consumação que investe siginifcado supremo e eterno.  


Os apóstolos personificaram o padrão ministerial do Cristo, e foram porta-vozes do esquema selecionado e propagado por Ele. As atividades do Cristo se fez Sagradas Escrituras, e isso era preenchido pelos seus apóstolos dentro da experiência instrumental, e cujo caráter final é o padrão instituído por Cristo.  O que caracterizou a marca fundamental desta igreja [igreja modêlo]. O que não pode ser colocado em dúvida para gerações posteriores, com base nas Escrituras, que esta antiguidade seja continuiamente historica e de sucessão ininterrupta. A igreja das igrejas, cujo sua marca de ensino, santidade de doutrina, o poder transformador que estava nela, a vida santa de muitos se de seus confessadores, é absolutamente demonstrável as demais igrejas o seu testemunho, como inquestionavel avaliar que todas as igrejas estejam sujeitas a serem avaliadas por ela – no mais elevado padrão de doutrina e vida que está historicamente.   


Todo ministério cristão, em sua fonte, em suas multiplas expressões, é a continuação do ministério de Jesus através de todos os tempos. A igreja não tem nenhum ministério seu, propriamente dito, mas um que é, sob todos os aspetos, derivado. A igreja recebeu seu ministério de Cristo, e deve cumprir seu ministério em favor dele, para que seja também em nome de Jesus Cristo.   


Seja a pregação da Palavra, a administração dos sacramentos, o alívio do sofrimento humano, o anuncio das esperanças, o exercício das diciplinas, a instituição do caráter de seus ofícios, tudo é uma ação determinativa e pessoal de Cristo que reside por detrás e assume expressão tangível no ministério da igreja. Deve assumir então, que esta continuação do ministério da igreja seja idêntica ao ministério de Jesus como caráter e dinâmica. A Igreja é absorvida nesta experiência, o que é privilégio, como responsabilidade, compartilhar um ministério cristão autêntico, cujo necessidade surge da incorporação em Cristo, e não da dispensabilidade do seu cumprimento. Somente Cristo é o verdadeiro Ministro, e somente seu ministério é original, cabal e indispensável.   


• Missão: A marca da missão da igreja é a Palavra de Deus, o que deve ser verdadeiramente ministrada e confessada pela pregação, instrução, confissão e vida. Visando exclusivamente o progresso do Evangelho por toda raça humana, mesmo que isso interfira e ultraje os escrúpolos religiosos do mundo contemporâneo. 

• Serviço: este é o ofício que foi diretamente instituído por Cristo, e inclui em si todos os poderes e atividades que foram divididos pelos ofícios posteriores, o pastoral, o presbiterial, o diaconal e até mesmo atividades dos evangelistas e profetas. Eles existem por causa da igreja, e qualquer ofício não deriva do seu próprio poder. O propósito consiste em reunir os crentes, pela edificação do corpo de Cristo, pela administração do sacramento, no exercício da disciplina de seus membros, dentro dos fundamentos da fé bíblica, ensinando, admoestando e consolando à todos.

• Sacerdócio: seja portador da doutrina biblica, e que a ordenação dos ofícios eclesiastico mantenha-se fiel aos princípios elementares do ensino de Cristo. A garantia disso, é que todos sejam guardiões da tradição pura, e que na ordenação de pastores, presbiteros, diáconos e outros, repudie qualquer precipitação, proficionalismo engajado, mas seja acompanhada por oração, interpretada biblicamente, e por longo tempo, certifique se os indicados possuem a marca da conversão verdadeira à Cristo antes de exercerem sua funções.   

• Propósito: A igreja não pode viver sem ordem, regulamentação, estrutura e exercício de poder. Isso é reconhecido de forma geral pelas Escrituras, que o poder que Cristo concedeu aos ofícios e aos oficiais da igreja é de um tipo diferente de todo poder político com respeito a sua origem, operação, natureza, propósito e meios. É pecaminoso atribuir poder eclesiastico ao estado, assim como é pecaminoso transformar o poder eclesiástico em poder político. Ambos extremos estão arraigados em uma antítese exessiva entre natureza e graça. Devemos distinguir o poder eclesiástico do poder civil e político.  


O objetivo sempre será restauração do pecador, e Cristo governa a sua igreja por meio deste dom. O ofício sacerdotal de Cristo é caracterizado pelo poder da misericórdia, e chamou a sua igreja a um forte ministério diaconal de misericórdia em seu nome. Esse ministério de misericórdia nunca deve ser absorvido, fundido, confundido com assistência social prestada ao estado. A igreja deve permanecer idependente, como instituição única no mundo que serve a Cristo, e sua influência não é política, filosófica ou corporativa. É extremamente pecaminoso atribuir o poder eclesiástico ao governo civil, como é inadimissível, transformar o poder eclesiástico em poder político e partidário.


• (Jo 8.21 – 58; 6.51;5.24;17.17; Ef 1.22,23;Col 1.18;1 Co 1.27;3.16; 1 Pe 2.5;Ef 2.12;1 Co11.25-31;Mt 24.31;Jo 2.21;Atos 2.01;Mt 26.20; Ef 4.13; 2 Tm 2.19; 1 Co 3.11) 

3) O governo eclesiático é um conjunto e não uma hierarquia institucional

A ministração da Palavra e do sacramento é a única forma de governo da igreja, e o conjunto total de todo o poder eclesiático inclui um chamado legítimo, obediência, avaliação da doutrina, da vida das pessoas, o exercício da disciplina, a exclusão dos rebeldes da igreja e assim por diante. Todo poder da igreja está em Cristo, a quem Deus ungiu cabeça representativa do corpo vivo. Portanto, o exercício deste poder na igreja, emprega instrumentos, esses que não são autônomos, independentes, soberanos, mas ligados à Ele e sua Palavra. Todo ofício da igreja de Cristo é um ministério sem poder legislativo, judiciário e executivo próprios, mas capaz apenas de ministrar as coisas contidas e implícitas na palavra de Cristo. Por tanto, não há dentro da igreja, nenhum outro poder além da pregação, ministração da Palavra e dos sacramentos.


Cristo associou aos ofícios que institui a sua igreja como poder especial, que consiste na proclamação do Evangelho (Mt 10.17;Mc 3.14;16.15;Lc 9.2) na ministração dos sacramentos (Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 22.19; 1 Co 11.24-26), na realização de diferentes milagres ( Mt 10.1, 8; Mc 3.15; 16.18; Lc 9.01; 10.9, 19), na retenção ou na busca pelo perdão dos pecados (Mt 16.19; 18.18; Jo 20.23), na alimentação do rebanho (Jo 21.15-17; At 20.28), no exercício da disciplina (Mt 18.17; 1 Co 5.4) no servir às mesas (At 6.2) e no direito de receber a vida do Evangelho (Mt 10.10; 1 Co 9.4; 2 Ts 3.9; 1 Tm 5.18).


Esta descrição que a Escritura nos dá aponta para uma igreja cujo o poder é o Evangelho, de completa independencia de todos os poderes do mundo e sua singularidade em comparação a todos eles. A muitos poderes e autoridades na terra: na família, na sociedade, no estado, na arte, na ciência e assim por diante. No entanto, o poder da igreja é essencialmente distinto de todos eles, e completamente independente e livre de todos os poderes deste mundo. Portanto o poder da igreja é espiritual, mas o poder do governo político é terreno e secular(Jo 7.7;8.23;15.18-19;17.16; 16.11; 1 Jo 5.19), e esse estende para sujeitos que pela simples razão só funcionam por meio de seus interesses espúrios e terrenos.


Formas de ministério da igreja que convergem em Cristo para o objetivo comum que é a edificação do corpo, hora atingindo de um lado pela adesão de novos membros e, outro, pelo progresso e enriquecimento da vida espiritual dos membros existentes, para avançar pela concretização em Cristo (1 Co 12.28-31; Ef 4.11,12; Rm 12.6-8):


• Apóstolos

• Evangelistas

• Profetas

• Mestres

• Pastores

A variedade de seus dons lista:

• Profecia

• Ministério do ensino

• Exortação

• Liberalidade

• Presidir

• Atos de minisericórdia

• Cura

• Socorro

• Governo

• Variedade de linguas

• Interpretação de línguas


A ordem disciplinar destes oficiais tinha como papel importante na primeira igreja, o que implicava qualificação e capacitação de todos:


• Uma comissão feita de crentes cheios do E. Santo para pregar o Evangelho em caráter de missão geográfica.

• Culto regularmente entre convertidos para instrução da Palavra de Deus, comunhão, testemunho público, serviço, obediencia às ordenanças, como Batismo e a Ceia do Senhor.

• Tomar medidas apropriadas para a conduta dos assuntos da igreja e sua disciplina.

• Garantir a continuidade da obra de Cristo, como seu aumento, preservação da pureza, ordem e santidade de acordo com seu chamado

• Responsabilidade dos oficiais era o dever do exercício disciplinar e da instrução, afastando daqueles que não seguem a doutrina, como identificando os hereges


• (Mt 16.19; Mc 16.15-18; Lc 24.44-49; Mt 28.18-20; Rm 12.8; 2 Co 10.4-6; Ap 2.2,20; Gl 1.8; Tito 3.10;2 Jo 2.9; 1 Co 5.11; 2 Co 6.14; Ef 5.11; 2 Tes 3.6; Jo 15.19; Rm 16.17; 2 Tes 3.6; 1 Tm 6.5; 1 Co 10.16-21; Atos 1.8; 2.41-42; 4.32-37; Mt 25.14-30; (2 Tm 4.10; 1 Tm 1.19-20; 2Tm 2.17; 1 Jo 2.19; 2 Pe 2.21)

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